sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Momento de honestidade


Dizem que o primeiro amor não se esquece. 
Não falo do primeiro beijo, do primeiro namorado ou da primeira aventura. Falo do primeiro amor.
Ele ensina-nos a amar, ensina-nos a acreditar, a confiar, a viver, e ensina-nos a sofrer. As relações que se seguem são sempre vividas consoante o que aprendemos com o nosso primeiro amor. 
O primeiro amor marca-nos para sempre. 
Os anos passam e deixamos de amar essa pessoa, o sentimento desapareceu por completo!, mas quando menos se espera há uma lembrança que aparece do nada. 
Aconteceu-me hoje.
Lembrei-me do meu primeiro amor enquanto conduzia para casa. Não sei porquê ou como mas ao olhar para o volante do carro lembrei-me dele. Lembrei-me da maneira como ele lá encaixava o telemóvel para escrever mensagens enquanto conduzia, lembrei-me das mensagens que me enviava quando me ia buscar.
Vinte minutos. 
Já me perguntaram várias vezes porque é que nas minhas histórias se espera sempre vinte minutos, mas nunca disse a verdade. Digo-vos agora: é por causa do meu primeiro amor. Eram sempre vinte minutos, certos ao segundo. 
"Dez"
"Três"
"Um, podes sair"

Acho que ele não sabe que foi o meu primeiro amor... Mas ensinou-me a amar de corpo e alma.

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