É bom saber que voltamos sempre um para o outro.
Independentemente do sítio onde passámos a noite anterior.
É bom saber que a distância não tem importância.
Independentemente de ser medida em quilómetros ou milhas náuticas.
É bom saber que te conheço como ninguém e que sempre me descobres a verdade sem qualquer esforço.
Independentemente da quantidade de novidades.
É ainda melhor começar a saber que vai ser assim para sempre, que esta parte boa vai ser assim para sempre! Porque é depois da ausência que percebemos que não passou tempo nenhum, mesmo que o calendário teime em discordar, é depois da ausência que te vejo o sorriso e te sussurro um bem-vindo de volta do coração.
E quando estás do outro lado do mundo sem acesso a tecnologia nenhuma e somos obrigados a comunicar à antiga, dois montes de cartas por mês, eu lembro-me das promessas que fizemos à beira-mar e que renovamos a cada despedida...
E quando estás do outro lado do mundo sem acesso a tecnologia nenhuma e somos obrigados a comunicar à antiga, dois montes de cartas por mês, eu lembro-me das promessas que fizemos à beira-mar e que renovamos a cada despedida...
Um dia essa tua vida vai ser minha também e vamos percorrer o mundo de mãos dadas.
«Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio larga do cais
E se repara de repente que se abriu um espaço
Entre o cais e o navio,
Vem-me, não sei porquê, uma angústia recente,
Uma névoa de sentimentos de tristeza
Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas
Como a primeira janela onde a madrugada bate,
E me envolve como uma recordação duma outra pessoa
Que fosse misteriosamente minha.»
Sabes, um dia o mar vai ser a nossa casa...
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