Foi o dia mais romântico e mais efusivo de todos os que tinham tido mas a tarde acabou cedo e tinham outros compromissos. Se tomassem banho juntos ela sabia que não iam chegar a tempo! A casa tinha três casas de banho: as de baixo para os cinco e a de cima para as duas que lá moravam.
- Pronto, vai lá tomar banho sozinha... Mas a "vossa" casa de banho deve estar ocupada, elas não estão mas o Paulo disse-me que a Matilde ficava cá este fim-de-semana.
- Não faz mal, nós não temos esse tipo de problemas. E há mais que um chuveiro, lembras-te?
- Hum... E posso imaginar?
- Apanha juízo mas é! E despacha-te se queres mesmo ir ao cinema... - deu-lhe um beijo e subiu as escadas até ao 2º andar.
- Bom dia!
- Olá Sofia! Sempre vão sair?
- Em princípio sim... Depende do tempo que o Duarte demorar, não percebo como é que não se despacha!
- E depois somos nós que demoramos no banho... E eles já devem estar a fazer filmes.
- Felizmente os comentários nunca passam disso, comentários entre eles os dois.
- Pois... - a Sofia entrou no banho - E já experimentaste alguma vez?
- Não...
- Tens curiosidade?
- Sim, mas acho que não saberia o que fazer...
- É mais fácil do que imaginas. Se estivessem no banho podias começar com uma massagem...
Foi ter com ela e pousou as mãos nos seus ombros. Em movimentos circulares foi espalhando a espuma por todo o corpo. Cada beijo, cada toque, cada expiração ao ouvido trazia uma sensação nova. Era algo natural, o próximo passo lógico a dar, tudo aquilo o que estava a acontecer. A casa de banho estava quente e cheia de vapor, mas não foi essa a razão de terem corado.
- Tens noção que se eles sonhassem com o que estava a acontecer já tinham arrombado a porta?
- É o mais provável! Olha, estou a perder a força nas pernas...
- Hey, que se passa aí? Ainda demoram? - Os dois tinham-se despachado bem depressa.
- Hãn? Não, estamos só a fazer uma máscara capilar, 10 minutos.
Teve de ser a Matilde a falar, a Sofia estava bem perdida noutros mundos. Continuaram sem palavras, não precisavam de falar para saber o que cada uma estava a sentir... Sem se aperceber que eles estavam lá fora, ela soltou um suspiro mais sonoro.
Eles olharam um para o outro.
- Não, não é nada disso. Vá, vamos que ainda temos tempo para um jogo de PES.
A Matilde saiu, a Sofia ficou mais uns minutos a acabar de se vestir. Esboçou um sorriso quando se apercebeu do que tinha acabado de acontecer. Foi ter com eles, pegou na mão do Duarte e foram para o cinema. Mesmo antes do filme começar ela fez-lhe uma pergunta.
- Se for com uma rapariga também é traição?
3 comentários:
Bem, parece que a primeira opinião é a minha... Logo, terás uma positiva 1º opinião! =)
Como ja te disse, gosto do que escreves, e cada vez mais!
Esta "historia" com uma pitada q.b. de erotismo ta linda!
Posso dizer por isso, com td a certeza, que fico orgulhoso da minha pupila! =)
Um grande beijo pa ti! eheh
Por favor continua :P
Epah... O Neves (e o Daniel, pelos vistos) não podem ter acesso aos comentários que me passam pela cabeça por isso depois falamos.
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